Brasília, 13 de outubro de 2025 — O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a receber nesta segunda-feira (13) o primeiro lote de um medicamento de última geração destinado ao tratamento do câncer de mama do tipo HER2-positivo, uma das formas mais agressivas da doença. A entrega marca um avanço significativo nas políticas públicas de saúde e no acesso a terapias modernas no país.
O novo medicamento, Trastuzumabe Entansina, foi recentemente incorporado à rede pública e representa uma das terapias mais eficazes atualmente disponíveis para o controle do câncer de mama. O primeiro carregamento conta com 11.978 unidades, sendo 6.206 de 100 mg e 5.772 de 160 mg, que começaram a ser distribuídas para hospitais e centros de referência em oncologia em todo o território nacional.
Ampliação do acesso e cronograma de entrega
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil receberá quatro remessas do medicamento até junho de 2026. As próximas entregas estão previstas para dezembro de 2025, março e junho de 2026, garantindo o fornecimento contínuo para pacientes em tratamento.
Com esse primeiro lote, o SUS conseguirá atender 100% da demanda nacional pelo medicamento, beneficiando cerca de 1.144 pacientes somente em 2025. O fornecimento faz parte de um plano estratégico de ampliação do acesso a terapias inovadoras e de alto custo na rede pública.
Avanço no tratamento e esperança para pacientes
O Trastuzumabe Entansina atua diretamente nas células cancerígenas, oferecendo maior eficácia e menos efeitos colaterais em comparação a tratamentos convencionais. Sua incorporação ao SUS representa uma conquista histórica para pacientes diagnosticadas com câncer de mama HER2-positivo, especialmente aquelas em estágios avançados da doença.
Especialistas afirmam que a chegada do medicamento reforça o compromisso do sistema público com a ciência, inovação e equidade no tratamento do câncer, garantindo que terapias de ponta estejam disponíveis gratuitamente à população.
A medida coincide com o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre o diagnóstico precoce e à prevenção do câncer de mama, reforçando a importância de políticas públicas que salvam vidas e ampliam o acesso à saúde de qualidade no Brasil.

