Kellen Oliveira, de 42 anos, segue hospitalizada em BH; família relata melhora no quadro, mas prevê tratamento de longo prazo para recuperação neurológica.
A família de Kellen Oliveira Bretas Antunes, de 42 anos, confirmou nesta quinta-feira (22) o diagnóstico médico da paciente: Síndrome de Guillain-Barré (SGB). A mulher está internada em Belo Horizonte após fazer uso de uma caneta emagrecedora importada do Paraguai, sem registro na Anvisa e sem prescrição médica.
A Síndrome de Guillain-Barré é um distúrbio neurológico grave e raro, no qual o sistema imunológico passa a atacar os nervos periféricos do corpo, causando fraqueza muscular progressiva, dormência e, em casos severos, paralisia.
Estado de saúde e recuperação
Segundo Dhulia Bretas, enteada de Kellen, o quadro é estável e a paciente tem apresentado melhoras gradativas após iniciar o tratamento com imunoglobulina (para frear a doença autoimune). No entanto, o caminho para a reabilitação total será extenso.
“Ela está estável. Deu uma melhora significativa, mas o processo vai ser longo. Como ela foi diagnosticada com a Síndrome de Guillain-Barré, são, pelo menos, 12 meses de tratamento, com fisioterapia, fonoaudiólogo e outros especialistas”, relatou Dhulia.
Cronologia do caso
- 17 de dezembro: Kellen foi internada pela primeira vez no Hospital João XXIII com dores abdominais após o uso do medicamento ilegal.
- 25 de dezembro: Recebeu alta com suspeita de intoxicação medicamentosa.
- 28 de dezembro: Retornou ao hospital em estado mais grave, apresentando fraqueza muscular, urina escura e insuficiência respiratória, sendo transferida posteriormente para o Hospital das Clínicas da UFMG, onde permanece.
Alerta da Anvisa
O caso reforça os perigos do uso de medicamentos sem procedência garantida. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que produtos trazidos ilegalmente (como os oriundos do Paraguai sem registro) não possuem garantia de eficácia ou segurança. O risco inclui desde a ausência do princípio ativo correto até a presença de substâncias tóxicas desconhecidas.
Desde novembro de 2025, a agência intensificou as proibições de importação e venda de canetas emagrecedoras que não possuem o devido registro sanitário no Brasil.

