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Sexta-feira, 6 de março de 2026

STJ afasta ministro Marco Buzzi após denúncias de importunação sexual

BrasilSTJ afasta ministro Marco Buzzi após denúncias de importunação sexual

Decisão unânime ocorre após CNJ receber nova acusação; ministro, que já estava de licença médica, nega as imputações e diz que demonstrará inocência.

Em sessão extraordinária realizada nesta terça-feira (10), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, afastar cautelarmente o ministro Marco Buzzi de suas funções. A medida foi tomada após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) receber, na segunda-feira (9), uma nova denúncia de importunação sexual contra o magistrado.

Buzzi já é investigado por um episódio envolvendo uma jovem de 18 anos, ocorrido em janeiro deste ano.

Afastamento e Próximos Passos

O afastamento é temporário e excepcional. Durante esse período, o ministro fica impedido de utilizar seu local de trabalho, veículo oficial e outras prerrogativas do cargo, embora continue recebendo seu salário. Uma nova sessão foi agendada para o dia 10 de março para deliberar sobre as conclusões da Comissão de Sindicância.

Paralelamente à decisão do STJ, Marco Buzzi apresentou um atestado psiquiátrico solicitando licença médica de 90 dias. O ministro, que recentemente colocou um marca-passo, já estava afastado para tratamento de saúde desde o início do mês.

As Acusações

O caso mais notório envolve uma jovem de 18 anos que relatou ter sido assediada no mar, em Balneário Camboriú (SC), no dia 9 de janeiro. Segundo o depoimento, Buzzi teria agarrado a jovem pela lombar e forçado contato físico enquanto ela tentava escapar. A família da vítima registrou ocorrência na Polícia Civil de São Paulo.

Além deste caso, a Corregedoria do CNJ confirmou que está realizando diligências sobre “fatos análogos” após a abertura de uma nova reclamação disciplinar.

Defesa e Reação do Ministro

Em carta enviada aos colegas do tribunal, Marco Buzzi repudiou as acusações e afirmou ter uma “trajetória pessoal e profissional ilibada”.

“Creio que nos procedimentos já instaurados demonstrarei minha inocência”, escreveu o ministro.

A defesa de Buzzi classificou a decisão do STJ como um “arriscado precedente”, argumentando que o afastamento era desnecessário visto que o ministro já estava de licença médica e não oferecia risco às investigações.

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