O Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (24), a chamada PEC da Blindagem, sepultando de vez uma das propostas mais polêmicas e contestadas dos últimos anos no Congresso Nacional.
Apresentada em 2021, a proposta buscava alterar a Constituição para dificultar investigações, denúncias e até mesmo prisões de parlamentares, criando uma espécie de escudo institucional para deputados e senadores. Na prática, a medida ampliaria privilégios e reduziria a responsabilização de políticos diante da Justiça.
Derrota simbólica
Após quatro anos de debates, protelações e manobras regimentais, a PEC foi finalmente colocada em pauta e rejeitada em votação no Senado. A decisão representa uma derrota para setores que defendiam a blindagem política em meio a denúncias de corrupção e abusos de poder.
Para opositores da proposta, a queda da PEC simboliza a vitória da pressão popular e de vozes que sempre alertaram para o risco de institucionalizar a impunidade em Brasília.
Reação da direita
Entre parlamentares da direita, o sentimento é de alívio e vitória da mobilização social. Críticos da proposta afirmaram que a PEC seria um “retrocesso democrático” e abriria brechas para transformar o Congresso em um reduto blindado contra investigações.
“Não se pode confundir imunidade parlamentar com impunidade. O Brasil já sofreu demais com políticos se escondendo atrás de privilégios. Enterrar essa PEC é um passo essencial para a moralidade pública”, destacaram senadores alinhados à oposição.
O fim de um ciclo
A PEC da Blindagem, apresentada em 24 de fevereiro de 2021, foi sepultada exatamente em 24 de setembro de 2025. Quatro anos em que a proposta esteve no centro de polêmicas, protestos e articulações nos bastidores.
O recado dado pelo Senado é claro: blindagem para políticos não tem vez.