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Política

Israel autoriza entrada de força internacional em Gaza, afirma autoridade

Medida está prevista no plano de cessar-fogo apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Decisão ocorre um dia antes da viagem de Benjamin Netanyahu a Washington, onde o premiê se reunirá com Trump.

Israel permitirá a entrada de uma força multinacional de segurança na Faixa de Gaza, conforme estabelecido no plano de cessar-fogo proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi divulgada neste domingo (26) por uma autoridade israelense.

Segundo o funcionário, o gabinete de segurança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aprovou o marco legal necessário para autorizar a entrada da força no território palestino. Netanyahu deve viajar para Washington nesta segunda-feira e tem uma reunião prevista com Trump na terça-feira.

A missão, chamada de Força Internacional de Estabilização, deverá contar inicialmente com 200 integrantes de “países amigos”, entre eles Uganda e Marrocos. Esses contingentes seriam enviados para regiões que atualmente não estão sob controle israelense.

Cada grupo de forças estrangeiras, no entanto, precisará receber autorização individual do governo de Israel para entrar em Gaza. Até o momento, não foi informado quando a mobilização começará.

Gaza permanece em ruínas após dois anos de guerra

Grande parte da Faixa de Gaza continua devastada depois de dois anos de ofensiva militar israelense iniciada em resposta aos ataques liderados pelo Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023.

Após a assinatura de um acordo de cessar-fogo em outubro, Trump apresentou um plano para o futuro de Gaza. A proposta prevê a ampliação da ajuda humanitária, a criação de uma administração civil formada por tecnocratas palestinos, o desarmamento do Hamas e a retirada das forças israelenses do território.

A implementação do plano, porém, avançou pouco. O grupo de tecnocratas denominado Comitê Nacional para a Administração de Gaza permanece fora do território.

Atualmente, Israel controla efetivamente cerca de 64% da Faixa de Gaza. Enquanto isso, quase toda a população do enclave, estimada em 2 milhões de pessoas, está concentrada em uma estreita faixa litorânea sob controle do Hamas. Muitos vivem em barracas improvisadas ou em estruturas destruídas, enfrentando condições precárias.

O Hamas continua se recusando a entregar suas armas. Israel, por sua vez, informou que pretende ampliar para 70% a área sob seu controle em Gaza e mantém operações militares praticamente diárias no território.

Conselho de Paz terá papel na implementação do plano

A proposta apresentada por Trump também prevê a criação de um Conselho de Paz, que funcionaria como autoridade internacional responsável pela implementação do acordo. Entre suas atribuições estaria a supervisão da força internacional de segurança.

O conselho também trabalha na elaboração de uma zona humanitária piloto destinada aos moradores de Gaza, iniciativa que busca colocar em prática o plano de paz que permanece paralisado, segundo um representante do órgão ouvido neste mês.

Nickolay Mladenov, enviado de Trump ao Conselho de Paz para Gaza, comemorou a decisão anunciada pelo governo israelense.

“É uma parte essencial do quadro acordado para estabilizar Gaza, apoiar a desmilitarização e possibilitar a transição para uma administração transitória palestina eficaz sob a @NCAG”, afirmou Mladenov na rede social X, em referência ao órgão responsável pela futura administração civil palestina.

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Donald TrumpFaixa de GazaHamas@ncag
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