Operação autorizada pelo STF vasculhou imóvel em Brasília; advogados afirmam que nenhuma irregularidade foi constatada
Brasília — A Polícia Federal cumpriu nesta quarta-feira (8) mandados de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, localizada em Brasília. A ofensiva, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tinha como objetivo central localizar possíveis armas, munições, acessórios e documentos de registro que pudessem estar sob a posse do ex-mandatário de forma irregular.
A ação dos agentes federais concentrou-se no imóvel onde Bolsonaro cumpre o regime de prisão domiciliar. De acordo com informações oficiais prestadas pela equipe de defesa jurídica do ex-presidente, a varredura completa realizada nos cômodos da residência não resultou na apreensão de nenhum item ilícito ou armamento oculto. No momento das buscas, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a filha do casal, Laura, também estavam presentes no local e acompanharam os procedimentos.
Os advogados de Bolsonaro sustentam que a medida adotada pela Suprema Corte era desnecessária, argumentando que o paradeiro e o status de todo o acervo bélico vinculado ao ex-chefe do Executivo já haviam sido formalmente comunicados às autoridades judiciais em manifestações protocoladas anteriormente. O mandado de busca decorre do monitoramento rigoroso conduzido pelo Judiciário sobre as restrições impostas pelas medidas cautelares.
Nas últimas semanas, a tramitação sobre o armamento do ex-presidente ganhou celeridade após o Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília efetuar a transferência de seis armas que estavam guardadas sob sua custódia diretamente para a Polícia Federal, atendendo ao cumprimento de ordens do STF. O cerco institucional aos registros de armas intensificou-se no início deste mês, coincidindo com a decisão que prorrogou a permanência de Bolsonaro em recolhimento domiciliar por tempo indeterminado.
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