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Sexta-feira, 6 de março de 2026

Trump defende ofensiva contra o Irã e projeta duração do embate para ‘quatro ou cinco semanas ou mais’

GuerraTrump defende ofensiva contra o Irã e projeta duração do embate para 'quatro ou cinco semanas ou mais'

Nesta segunda-feira (2), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justificou a atual operação militar contra o Irã, classificando as investidas como a “última e melhor chance de eliminar a ameaça do regime iraniano”. O mandatário norte-americano também calculou que o conflito deverá se estender por um período de “quatro ou cinco semanas ou mais”.

Durante seu primeiro pronunciamento oficial a respeito do confronto, Trump especificou que as metas centrais da ofensiva englobam a destruição do arsenal de mísseis, o desmantelamento da Marinha do Irã, a paralisação das “ambições nucleares” do país e a interrupção do financiamento estatal a organizações terroristas.

O líder americano demonstrou indisposição para retomar vias diplomáticas com Teerã, frustrando as tratativas bilaterais que visavam um pacto de não proliferação nuclear. Segundo Trump, “não dá para lidar com essas pessoas”. A declaração foi proferida na Casa Branca, durante uma solenidade de outorga de medalhas a veteranos das guerras do Vietnã e do Afeganistão.

A cerimônia também serviu para homenagear os soldados vitimados no atual cenário bélico. Até o presente momento, as Forças Armadas dos EUA atestaram a morte de quatro militares. Adicionalmente, a emissora CNN Internacional reportou que 18 soldados encontram-se gravemente feridos em decorrência dos ataques de retaliação promovidos pelas forças iranianas.

Trump voltou a afirmar que o Irã buscava reativar o seu projeto atômico e que o país expandia de forma “rápida e dramática” o seu programa de mísseis, o que configuraria uma ameaça de grandes proporções aos EUA, à Europa e às bases militares americanas no Oriente Médio. O presidente também expressou satisfação por ter anulado o “horrível acordo nuclear” firmado anteriormente pela administração de Barack Obama.

De acordo com o chefe de Estado, a operação eliminou a liderança iraniana em apenas uma hora. Ele relatou que as tropas americanas estão neutralizando a capacidade de produção e o estoque de mísseis do país adversário, além de já terem afundado ao menos dez embarcações iranianas.

Os objetivos definitivos da guerra, conforme elencados por Trump, são:

  • Assegurar que o Irã jamais obtenha armamento nuclear.
  • Impedir que o regime iraniano continue a financiar grupos terroristas no Oriente Médio.

“Achamos que tínhamos um acordo, aí eles deram para trás. De novo, achamos que tínhamos fechado um acordo, e eles novamente deram para trás. Uma hora falamos chega”, justificou o presidente. Em entrevista prévia concedida à CNN Internacional, Trump alertou que a “grande leva de ataques ao Irã ainda está por vir”.

Sobre as baixas americanas, o Pentágono havia comunicado no domingo (1º) a morte de três militares e ferimentos graves em outros cinco, resultantes do contra-ataque do Irã aos bombardeios executados por EUA e Israel no sábado (28). O Comando Central das Forças Armadas confirmou que um dos feridos não resistiu e faleceu nesta segunda-feira (2).

A rede de televisão NBC informou que os militares alvejados estavam posicionados no Kuwait, nação que atua como uma das principais aliadas dos EUA na região e que abriga diversas instalações militares americanas.

Em nota, o Comando Central americano declarou que outros oficiais sofreram lesões leves, como concussões e ferimentos por estilhaços, e estão em processo de retorno aos seus postos. O órgão reforçou que as operações principais de combate seguem ativas e que os esforços de resposta continuam em andamento.

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