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Sexta-feira, 6 de março de 2026

Guarda Revolucionária do Irã ameaça responsáveis pela morte de Khamenei

GuerraGuarda Revolucionária do Irã ameaça responsáveis pela morte de Khamenei

A Força Quds, unidade de elite pertencente ao Corpo da Guarda Revolucionária do Irã, declarou nesta segunda-feira (2) que os responsáveis pela morte do antigo líder supremo do país, Ali Khamenei, não estarão seguros “nem mesmo em casa”. A intimidação foi divulgada pelos veículos de comunicação estatais iranianos, logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursar em Washington demonstrando confiança na vitória americana na ofensiva contra Teerã.

Conforme o comunicado emitido pelas forças iranianas: “Não descansaremos até que o inimigo seja derrotado. Não estarão mais a salvo em nenhum lugar do mundo, nem mesmo em seus próprios lares”. Adicionalmente, a Guarda Revolucionária comunicou o lançamento de uma nova bateria de ofensivas empregando mísseis inéditos. A corporação também relatou ter atingido o navio petroleiro Athen Nova utilizando drones no Estreito de Ormuz, via que se destaca como uma das mais cruciais rotas globais para a exportação de petróleo.

Em pronunciamento realizado nesta mesma segunda-feira, Donald Trump defendeu as operações militares no Irã. O chefe de Estado classificou os ataques como a “nossa última e melhor chance de eliminar a ameaça do regime iraniano” e estimou que os embates devem se estender por “quatro ou cinco semanas ou mais”.

Em sua primeira manifestação pública a respeito da guerra, Trump detalhou que a meta principal é a destruição do arsenal de mísseis, o desmantelamento da frota naval iraniana, o fim das “ambições nucleares” do país do Oriente Médio e o bloqueio do financiamento governamental a organizações terroristas. O líder norte-americano também sinalizou que não há disposição para retomar as negociações com Teerã, interrompendo as tratativas que visavam um acordo de não proliferação de armas nucleares.

“Não dá para lidar com essas pessoas”, expressou Trump durante uma solenidade na Casa Branca, destinada à entrega de medalhas a veteranos das guerras do Vietnã e do Afeganistão. A cerimônia também prestou homenagens aos soldados que perderam a vida no atual confronto. Até o presente momento, as Forças Armadas dos EUA confirmaram o óbito de quatro militares. Além disso, segundo informações da CNN Internacional, outros 18 soldados encontram-se em estado grave após os ataques de retaliação promovidos pelo Irã.

Trump reforçou o argumento de que o governo iraniano buscava reativar o seu programa nuclear e ressaltou que o país ampliava de forma “rápida e dramática” o seu projeto de mísseis, o que representaria uma ameaça de grandes proporções aos Estados Unidos, à Europa e às instalações militares americanas no Oriente Médio. O presidente também reafirmou estar “muito feliz de ter derrubado o horrível acordo nuclear” firmado na gestão do ex-presidente Barack Obama.

De acordo com o mandatário, a atual operação configurava a “nossa última e melhor chance para atacar e eliminar a ameaça intolerável representada pelo Irã”. Ele complementou afirmando: “Eliminamos a liderança [iraniana] em 1 hora”. Trump relatou que as tropas americanas estão neutralizando a capacidade de fabricação e os estoques de mísseis iranianos, além de já terem afundado ao menos dez navios pertencentes ao país adversário.

Os objetivos definitivos da incursão, segundo o presidente, consistem em garantir que o Irã jamais obtenha armamento nuclear e assegurar que o regime não possua mais recursos para financiar grupos terroristas atuantes no Oriente Médio.

“Achamos que tínhamos um acordo, aí eles deram para trás. De novo, achamos que tínhamos fechado um acordo, e eles novamente deram para trás. Uma hora falamos chega”, justificou Trump. Em declaração anterior concedida à rede CNN Internacional, o presidente advertiu que a “grande leva de ataques ao Irã ainda está por vir”.

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