Governo Eduardo Riedel aplicou R$ 3,47 bilhões na regionalização da saúde e ampliou incentivo a agentes comunitários em Mato Grosso do Sul
Campo Grande — Uma queda de 60% na extrema pobreza em quatro anos e um investimento de R$ 3,47 bilhões na regionalização da saúde resumem parte do balanço apresentado pelo governo de Mato Grosso do Sul durante agenda do governador Eduardo Riedel na Capital. Os números aparecem ao lado de histórias como a da agente de saúde Priscila Teodoro da Silva e da presidente do Instituto Maná do Céu, Carla Rodrigues, que atuam diretamente com famílias de Campo Grande.
Priscila, 36 anos, é enfermeira de formação e percorre diariamente as ruas do bairro Vila Nasser. Na rotina de agente de saúde, acompanha as necessidades das famílias e vê de perto o impacto da superlotação hospitalar sobre a população. "Eu, além de ser da saúde, também sou enfermeira. Então eu sei como é a superlotação, como a população sofre com isso", conta.
É a partir dessa experiência que Priscila avalia a estratégia de regionalização do atendimento, que amplia a estrutura de saúde no interior do Estado para reduzir a pressão sobre os hospitais da Capital. "Essa regionalização ajuda muito a população a conseguir ser mais assistida. Vai desafogar os hospitais daqui, a população de Campo Grande não vai sofrer tanto com a superlotação", diz.

A mudança percebida pela agente não se limita à estrutura de atendimento. O governo estadual elevou, em processo escalonado até o fim de 2026, o incentivo pago à categoria para até um salário mínimo. O benefício alcança agentes comunitários de saúde, de controle de endemias, indígenas e de saúde pública em todo o Estado.
"Ele cumpriu rigorosamente o que prometeu na última campanha. É um governo que valoriza a nossa categoria, as portas são abertas, a gente consegue falar diretamente na Secretaria de Saúde", afirma Priscila, que entregou uma carta ao governador pedindo a manutenção do incentivo. Riedel assumiu o compromisso de preservar o benefício.
Dos R$ 3,47 bilhões aplicados na regionalização da saúde, R$ 2,478 bilhões foram destinados ao incentivo hospitalar. Outros R$ 682,4 milhões foram direcionados a repasses aos municípios e ao programa MS Saúde, R$ 188,6 milhões a equipamentos e veículos e R$ 127,8 milhões a obras. Com a nova política, o teto de incentivos hospitalares, que variava entre R$ 50 milhões e R$ 70 milhões ao ano, chegou a R$ 198,5 milhões.
A rede conta hoje com quatro hospitais regionais e 695 leitos de contrapartida estadual, entre eles o Hospital Regional de Dourados — que atende 34 municípios do Cone Sul —, o hospital de Três Lagoas e o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, na Capital, com 362 leitos. O governo também pretende dar ordem de início de serviço ao quinto Hospital Regional, em Corumbá.
No primeiro semestre de 2026, o interior respondeu por 37,7% dos pacientes regulados, contra 31,9% em 2022. O Estado também realizou 44.682 atendimentos de telessaúde nos 79 municípios sul-mato-grossenses e alcançou nota 100 em cobertura vacinal.
A poucos quilômetros das ruas percorridas por Priscila, Carla Rodrigues, 42 anos, preside o Instituto Maná do Céu, que trabalha com crianças, adolescentes, empreendedorismo feminino e segurança alimentar em áreas de extrema vulnerabilidade de Campo Grande. Por meio de fomento estadual ao projeto Família Protegida, a entidade passou a acompanhar famílias e desenvolver ações de redução das desigualdades.
"O governo do Riedel tem feito a diferença, é um governador presente na periferia. As mães conhecem o bairro, conhecem, e todo mundo está apoiando", afirma Carla. Um diagnóstico territorial conduzido pelo instituto na região do Canguru apontou que 87% das mulheres eram mães solo com mais de quatro filhos e não conseguiam sair de casa para trabalhar.
A resposta buscou levar oportunidades até onde essas mulheres estavam. Programas como o Cuidar de Quem Cuida e cursos de empreendedorismo realizados na periferia, com capacitação junto ao Sebrae, passaram a permitir que parte delas desenvolvesse atividades sem abandonar os cuidados com os filhos. "As mulheres estão empreendendo dentro de casa, podem cuidar dos filhos e trabalhar, fortalecendo o território. São programas que têm transformado a realidade de quem mais precisa", diz Carla.
As experiências de Priscila e Carla se inserem em uma mudança mais ampla nos indicadores sociais do Estado. Em quatro anos, a extrema pobreza caiu 60%, passando de 4% da população em 2021 para 1,6% em 2024/2025 — a terceira menor taxa do país, ante uma média nacional de 3,5%. Mais de 70,5 mil pessoas deixaram a extrema pobreza até 2025, e o programa Mais Social, segundo os dados apresentados, retira 63,2 mil pessoas da linha de pobreza.
Entre indígenas cadastrados, a proporção em situação de pobreza passou de 64,1% para 4,6%, uma redução de 92,8%. Entre crianças de zero a seis anos, o número abaixo da linha de pobreza caiu de 109,6 mil para 8,6 mil.
Para Riedel, saúde e assistência social precisam caminhar juntas. "Cuidar das pessoas é cuidar da saúde e da assistência social ao mesmo tempo. Por isso regionalizamos o atendimento, para que ninguém precise sofrer na fila de um hospital na Capital para ser atendido — e, junto disso, valorizamos quem cuida, como os agentes de saúde, que agora recebem incentivo de um salário mínimo. O mesmo cuidado chega a quem mais precisa, com programas que tiram famílias da extrema pobreza e devolvem dignidade", afirmou o governador.
Na rotina de Priscila, os números aparecem nas casas visitadas e na expectativa de uma rede de saúde menos pressionada. Na de Carla, estão nas mulheres que conseguem buscar renda sem deixar de cuidar dos filhos — duas frentes diferentes de uma mesma política que, segundo o governo, tenta reduzir a distância entre planilhas e vida cotidiana em Mato Grosso do Sul.
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