Brasília – O empresário Luciano Hang, dono da rede Havan, voltou a ser alvo de polêmica no cenário político. Mesmo após ter doado R$ 1 milhão em cilindros de oxigênio para a cidade de Manaus, no auge da crise sanitária da pandemia, Hang foi incluído pelo então ministro da Justiça, Flávio Dino, no inquérito da COVID.
A inclusão é vista por aliados como mais uma tentativa de criminalização de figuras ligadas à direita e de empresários que se posicionaram em defesa de pautas conservadoras. O gesto de Hang, que ajudou a salvar vidas em meio ao colapso hospitalar da capital amazonense, agora é ofuscado por uma investigação considerada por muitos como perseguição política.
Hang sempre foi alvo de críticas por parte da esquerda devido à sua postura combativa e pelo apoio declarado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão de Dino reacende o debate sobre o uso de instrumentos jurídicos e políticos para calar vozes divergentes e expõe a seletividade com que opositores ao governo são tratados no país.
Enquanto o empresário ressalta que sua atuação durante a pandemia foi voltada a ajudar a população, a inclusão no inquérito gera indignação em setores que veem a medida como um ataque à liberdade de expressão e à participação de empresários na vida pública.