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Geopolítica

EUA e Israel planejam grande ataque contra a infraestrutura energética do Irã

Operação coordenada pode ocorrer no fim de semana contra refinarias e usinas do país persa, segundo emissora americana

Os Estados Unidos e Israel articulam uma ofensiva militar conjunta de grande proporção contra a infraestrutura energética do Irã. A operação, revelada nesta sexta-feira (31) pela emissora americana CBS News com base em fontes do governo dos EUA, prevê bombardeios estratégicos a serem executados ao longo do fim de semana, com conclusão estimada para antes da abertura dos mercados financeiros globais na segunda-feira (3).

O plano tático foi objeto de deliberação em reunião de gabinete convocada pelo presidente Donald Trump nesta sexta-feira. Entre as instalações prioritárias na mira dos ataques estão usinas geradoras de energia e refinarias de petróleo. O objetivo central da investida é desarticular a capacidade operacional das Forças Armadas iranianas, comprometendo a sustentação dos serviços essenciais e a gestão administrativa do país.

Embora o jornal The Wall Street Journal tenha apontado que Trump já ordenou a realização das incursões, o aval final para o início do bombardeio ainda não foi formalizado. Nos bastidores de Washington, a estratégia divide conselheiros: integrantes da equipe de articulação política da Casa Branca manifestaram oposição à medida, enquanto o Pentágono reiterou que as forças militares permanecem prontas para cumprir qualquer determinação do comandante em chefe. Em nota encaminhada à imprensa, o governo americano sustentou que sairá vitorioso do confronto e assegurou que Teerã não obterá uma arma nuclear.

Nas últimas semanas, a retórica da Casa Branca incluiu ameaças explícitas contra usinas nucleares e pontes em território iraniano. A perspectiva de atingir estruturas civis gera ressalvas entre especialistas em direito internacional, que alertam para potenciais enquadramentos de crimes de guerra. Trump admitiu a iminência da ação militar, embora tenha sinalizado que uma saída negociada ainda não está totalmente descartada.

"Vamos atacá-los com muita força. Em algum momento, eles vão dizer: 'Não aguentamos mais'."

A confirmação dos bombardeios marcará o reposicionamento direto das forças israelenses na linha de frente do conflito. Nas últimas semanas, o intercâmbio de hostilidades diretas ficara restrito precipuamente às forças americanas e ao regime iraniano.


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