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Futebol

"Foi um orgulho até nos piores momentos", diz Messi em despedida

Astro marcou um gol e deu duas assistências na vitória por 3 a 0 sobre o Benim, em amistoso realizado no estádio Monumental de Núñez

Lionel Messi encerrou na terça-feira (6) sua trajetória pela seleção argentina em uma partida amistosa contra o Benim, vencida por 3 a 0 no estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires. O camisa 10 marcou um gol e deu duas assistências antes de receber, ao fim do jogo, uma homenagem com show de drones.

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Visivelmente emocionado desde a chegada ao estádio, Messi chorou durante o hino nacional argentino e recebeu aplausos da torcida já no décimo minuto de partida. Após o apito final, discursou aos torcedores presentes e agradeceu pelo apoio recebido ao longo de duas décadas de seleção.

"É difícil dizer. São muitas emoções, muitas coisas. Obviamente a primeira que penso é no meu pai. Só posso agradecer. Como disse na carta de despedida, foi um orgulho estar aqui até nos piores momentos que enfrentamos, não deixei de lutar, dar meu máximo, querer estar aqui sempre", afirmou o atacante.

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Messi também comentou o vice-campeonato na Copa do Mundo de 2026, disputado meses antes de sua despedida. "A última Copa foi o grande momento que quis viver, tivemos a chance de viver meu sonho, de voltarmos a ser campeões do mundo. Estivemos muito perto de ganhar, a verdade é que não aconteceu nada esquisito", disse, ao mencionar o desgaste da partida contra a Inglaterra na competição.

Ao citar o título mundial conquistado em 2022, no Catar, os torcedores presentes no Monumental gritaram "Campeões, campeões". O jogador reservou parte do discurso para agradecer aos companheiros de equipe que o acompanharam ao longo da carreira na seleção.

"Quero agradecer aos meus companheiros por esse tempo que compartilhamos. Me fizeram cumprir o sonho que tinha desde pequeno: ser campeão do Mundo, da Copa América, da Finalíssima, de tudo que jogamos", declarou Messi, que relembrou ainda o apoio da torcida em jogos dentro e fora da Argentina.

Ao final do discurso, o atacante afirmou que seguirá acompanhando a seleção de fora de campo. "Vou sentir saudades, mas agora estarei do lado de cá, apoiando todos esses garotos, sempre unidos. Estou falando mais do que nunca, não quero ir embora, não quero sair de campo", disse, antes de encerrar agradecendo à torcida e declarando orgulho de ser argentino.

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Messi estreou pela seleção argentina em 2005 e disputou sua primeira Copa do Mundo no ano seguinte, na Alemanha. Ao longo de quase uma década, o atacante acumulou vice-campeonatos sem conseguir título pela equipe nacional e chegou a anunciar o fim de sua trajetória na seleção em 2016, após o terceiro vice seguido entre Copa do Mundo de 2014 e as edições de 2015 e 2016 da Copa América.

A pressão da torcida e de companheiros de equipe o convenceu a seguir na seleção. Com a chegada do técnico Lionel Scaloni após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia, em 2018, a trajetória do jogador pela Argentina mudou de rumo: vieram os títulos da Copa América de 2021 — com vitória sobre o Brasil por 1 a 0 na final, no Maracanã —, da Copa do Mundo do Catar, em 2022, e de uma nova Copa América, em 2024, além do vice-campeonato mundial de 2026.

Com a despedida confirmada, Messi encerra sua passagem pela seleção argentina acumulando quatro títulos continentais e mundiais — um desfecho que contrasta com os anos de frustração que marcaram o início de sua trajetória com a camisa número 10.


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