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Economia

IPCA-15 sobe 0,32% em outubro, puxado por alimentos

Tomate, cebola e batata-inglesa lideram altas, enquanto manga e cenoura ficam mais baratas

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), que mede a inflação oficial do país antes do resultado fechado do mês, subiu 0,32% na prévia de outubro. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento considera os preços coletados entre 16 de setembro e 14 de outubro de 2026, em comparação com o período anterior, de 15 de agosto a 15 de setembro. É o indicador que antecipa a tendência de preços antes do IPCA cheio.

O grupo Alimentação e Bebidas teve o maior impacto sobre o índice, com alta de 0,88%. Dentro dele, a alimentação em casa foi a principal responsável pelo avanço: os preços subiram 1,01%, depois de uma alta de 0,38% no mês anterior — quase o triplo do ritmo registrado em setembro.

Entre os itens que pesaram no bolso do consumidor, destacam-se os aumentos do tomate (24,54%), da cebola (13,63%), da batata-inglesa (10,96%) e do arroz (5,80%). No topo da lista de altas está a abobrinha, com alta de 38,29%, seguida pelo próprio tomate e pelo limão, que subiu 17,36%.

Na ponta contrária, cenoura (-10,67%), frutas em geral (-1,37%) e café moído (-1,16%) registraram quedas de preço. A manga teve a maior baixa entre os alimentos pesquisados, com recuo de 13,48%, seguida pela própria cenoura e pela melancia, que caiu 7,36%.

A alimentação fora de casa também ficou mais cara em outubro: a alta passou de 0,44% em setembro para 0,56%. O movimento foi puxado pela refeição, cujo reajuste saltou de 0,38% para 0,61%, e pelo lanche, que foi de 0,44% para 0,66%.

Entre os vinte alimentos que mais encareceram na prévia, predominam hortaliças e legumes, caso do pepino (12,78%), do brócolis (10,13%) e da couve-flor (7,94%). Já entre os que mais baratearam aparecem frutas e pescados, como o repolho (-4,80%), o peixe-cavala (-4,65%) e o maracujá (-4,30%).

O resultado de outubro reforça a pressão da alimentação sobre o custo de vida das famílias brasileiras, tema que o IBGE volta a detalhar com o IPCA fechado do mês, previsto para as próximas semanas.


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