Infraestrutura estratégica impulsiona o Vale da Celulose e fortalece competitividade de MS com nova ferrovia
Mato Grosso do Sul avança para se consolidar como uma potência mundial no setor de celulose, amparado por investimentos privados robustos, segurança jurídica e um ambiente de negócios favorável ao crescimento econômico. Esse cenário é resultado de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento e à modernização da infraestrutura logística, conduzidas pelo Governo do Estado. Dentro desse contexto, foi lançada nesta sexta-feira (6), no município de Inocência, a pedra fundamental da ferrovia do Projeto Sucuriú, que integra a fábrica de celulose da Arauco, atualmente em fase de construção.
Trata-se da primeira short line do Brasil — linhas férreas de pequeno porte destinadas à ligação de curtas distâncias, geralmente voltadas a unidades industriais específicas. Com 54 quilômetros de extensão, a nova ferrovia fará a conexão entre a unidade da Arauco em Inocência e a Malha Norte, hoje operada pela Rumo. A iniciativa tem como objetivo ampliar a integração logística da produção regional, reduzir custos e aumentar a competitividade dos produtos exportados, por meio de um modal reconhecidamente mais econômico e seguro.

Durante o evento, o governador Eduardo Riedel ressaltou que logística eficiente é condição indispensável para a competitividade das empresas e para o crescimento sustentável do Estado. “A logística é absolutamente necessária para a competitividade das empresas. Essa short line conecta a fábrica à Malha Norte e depois à Malha Paulista. Ainda este ano, teremos a concessão da Malha Oeste, a ferrovia de Mato Grosso do Sul que liga Três Lagoas, Campo Grande e Corumbá à Malha Paulista, permitindo que a produção chegue ao Porto de Santos”, afirmou.
O governador também destacou os investimentos diretos realizados pelo Estado em infraestrutura. Segundo ele, aportes em rodovias, concessões e na Rota da Celulose somam R$ 10 bilhões de recursos próprios. “Somente no Vale da Celulose, o investimento chega a R$ 1 bilhão. São rodovias fundamentais para ligar áreas de produção às unidades industriais e garantir segurança no trânsito das pessoas e no escoamento da produção”, completou.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) destacou a trajetória de construção do projeto e a importância do ambiente favorável criado em Mato Grosso do Sul para a atração de investimentos de grande porte. “Desde 2011 vivíamos esse sonho, quando a Arauco ainda era apenas a esperança de mais uma fábrica de celulose. Hoje, a indústria já saiu do papel e começou forte”, afirmou, ao ressaltar o impacto positivo do empreendimento para o desenvolvimento regional.

Além de Riedel e Tereza Cristina, participaram do lançamento da pedra fundamental da short line os ministros Renan Filho (Transportes) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), o presidente da Arauco do Brasil, Carlos Altimiras Ceardi, os secretários estaduais Jaime Verruck (Semadesc), Rodrigo Perez (Segov) e Eliane Detoni (EPE), o senador Nelson Trad Filho, o diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio, e o prefeito de Inocência, Antônio Ângelo Garcia dos Santos, conhecido como Toninho da Cofap.
No evento, também foram formalizadas a ordem de início das obras do gasoduto do Projeto Sucuriú, com investimentos superiores a R$ 170 milhões da MS Gás, e a ordem de serviço para a implantação e pavimentação asfáltica de dois acessos na rodovia MS-377, com aporte estadual de mais de R$ 26,9 milhões. Além disso, foi assinado o contrato de concessão da Caminhos da Celulose, consórcio responsável pela operação das rodovias que compõem a Rota da Celulose.
Para o governador Eduardo Riedel, o modelo adotado pelo Estado, baseado em parcerias e foco em resultados, é o caminho para o crescimento sustentável. “Mato Grosso do Sul cresce com parcerias, responsabilidade e absoluto foco no desenvolvimento, gerando oportunidades concretas para a população”, afirmou.
O presidente da Arauco no Brasil, Carlos Altimiras, destacou a importância das parcerias entre o setor público e o privado e do planejamento de longo prazo. Segundo ele, a nova ferrovia representa um marco regulatório claro e demonstra a flexibilidade necessária para atender às demandas da indústria. “A logística é essencial. O Brasil precisa avançar em infraestrutura para ganhar competitividade, e Mato Grosso do Sul está dando um exemplo nesse sentido”, avaliou.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, também ressaltou o momento positivo vivido pelo Estado. “Mato Grosso do Sul vive um pico de investimentos do Governo Federal e de atração de capital privado. Com o leilão da Malha Oeste, o Estado entra em um novo patamar de investimento ferroviário, ampliando a competitividade e se aproximando de São Paulo em infraestrutura para exportar o que produz”, concluiu.

