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Sexta-feira, 6 de março de 2026

Tatuador de Campo Grande gera revolta ao exibir gato morto e afirmar que utiliza cão para “defender quintal”; veja vídeo

AtualidadesTatuador de Campo Grande gera revolta ao exibir gato morto e afirmar que utiliza cão para "defender quintal"; veja vídeo

Caso viralizou nas redes sociais após homem postar vídeos de animais mortos e trocar ofensas com internauta; ele alega omissão das autoridades diante de vizinha acumuladora.

Um tatuador de Campo Grande (MS) tornou-se o centro de uma polêmica nas redes sociais nesta quinta-feira (25) após publicar vídeos exibindo um gato morto dentro de um saco de lixo. Nas gravações, ele afirma ter colocado um cachorro (chamada “Kira”) em sua residência especificamente para matar felinos que invadem seu terreno.

O caso escalou para trocas de ofensas pessoais e ameaças de processos judiciais.

O Conteúdo dos Vídeos

Nas publicações, o homem mostra o animal morto e declara: “Coloquei a Kira aqui e esse é o primeiro resultado”. Ele argumenta que não está maltratando os animais diretamente (como envenenamento ou agressão física própria), mas apenas “defendendo o quintal” de invasões.

“Eu podia muito bem fazer armadilha, estrangular, esquartejar, mas não faço isso. Então fiz o que todo mundo faz, que é colocar um cachorro dentro de casa”, disse o tatuador em um dos vídeos.

Reprodução: Instagram

Conflito nas Redes Sociais

A situação ganhou visibilidade após uma jovem questionar a atitude do tatuador via mensagem direta (DM). Em resposta, ele expôs o perfil da mulher, proferiu xingamentos misóginos e a acusou de querer “lacrar”.

  • A defesa dele: Alega estar amparado pela lei, sustentando que o cachorro está apenas agindo por instinto dentro de sua propriedade privada.
  • A resposta dela: A jovem rebateu as ofensas em vídeos próprios, criticando a atitude de expor o cachorro a essa situação e lamentando a morte do gato. “Você fez o seu cachorro matar um gato”, afirmou ela.

O Outro Lado: Problema com Vizinhança

O tatuador justificou sua atitude extrema citando um problema sanitário crônico. Ele afirma viver ao lado de uma senhora que mantém cerca de 40 gatos em uma kitnet.

Segundo o relato, os animais vivem soltos, sem castração ou vacinação, causando mau cheiro, sujeira e invasões constantes. Ele alega ter realizado denúncias ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais (Decat) nos últimos dois anos, sem obter solução.

Aspectos Legais

O caso levanta duas questões jurídicas distintas:

  1. Morte do animal: Conforme apurado pela reportagem original, se um gato invade uma propriedade privada e é atacado por um cão que ali reside, o tutor do cão geralmente não responde por maus-tratos na esfera criminal, pois não há tipificação para a forma “culposa” (sem intenção direta de tortura humana) nesse contexto específico de instinto animal e invasão.
  2. Ofensas na internet: As agressões verbais e a exposição da jovem que criticou o ato podem configurar crimes contra a honra (injúria, calúnia ou difamação) e gerar processos por danos morais.

O tatuador afirmou ter contratado um advogado e disse temer por sua segurança após receber ameaças.

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