Saguão do aeroporto em Campinas operou com luzes de emergência durante a manhã; concessionária e CPFL apontam problema em subestação interna.
Campinas (SP) — Um apagão nas instalações internas do Aeroporto Internacional de Viracopos comprometeu a rotina de milhares de passageiros nesta terça-feira (22). A interrupção do fornecimento de energia, iniciada na madrugada, desativou equipamentos de raio-X e painéis de informação, resultando em longas filas que se estenderam até as portas do terminal de embarque.
O impacto na malha aérea foi imediato. Dados da plataforma de monitoramento Flightradar24 registraram, até o início da tarde, 75 atrasos e 26 cancelamentos — um volume expressivo para um dos principais polos logísticos do país. A Azul, companhia que detém a maior fatia das operações no local, confirmou a suspensão de mais de duas dezenas de voos, recuando de um posicionamento anterior que atribuía os problemas exclusivamente a condições meteorológicas.
A origem do transtorno foi isolada na infraestrutura do próprio aeroporto. A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos identificou uma falha técnica, ocorrida por volta das 3h10, em uma das subestações responsáveis por alimentar a área de check-in. A distribuidora regional CPFL Paulista atestou o funcionamento normal da rede externa, eximindo-se da responsabilidade pelo incidente.
Apesar do colapso no saguão principal, áreas críticas para a navegação, como o pátio de aeronaves e as pistas de pouso, permaneceram operacionais. O processo de embarque continuou de forma contingenciada e lenta. Enquanto as equipes de manutenção trabalhavam no restabelecimento do sistema, os painéis eletrônicos de voo só voltaram a funcionar parcialmente após as 9h.
Concorrentes também registraram reflexos pontuais. A Latam reportou o atraso de mais de uma hora em uma rota para Brasília, enquanto a Gol conseguiu realizar sua única decolagem matutina sem interrupções. A orientação geral para os viajantes é confirmar o status das reservas diretamente com as empresas antes do deslocamento, de forma a assegurar o cumprimento da Resolução 400 da Anac, que prevê assistência material em caso de falhas operacionais.
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