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Sexta-feira, 6 de março de 2026

Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno; FGC estima pagamento de R$ 4,9 bilhões a 160 mil credores

AtualidadesBanco Central decreta liquidação do Banco Pleno; FGC estima pagamento de R$ 4,9 bilhões a 160 mil credores

Instituição, que pertenceu ao conglomerado do Banco Master até 2025, teve as portas fechadas pelo regulador devido a grave crise de liquidez e descumprimento de normas.

O Banco Central (BC) decretou, na manhã desta quarta-feira (18), a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM). Logo após o anúncio, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou que a instituição possui uma base estimada de 160 mil credores com depósitos elegíveis à garantia, totalizando um montante de R$ 4,9 bilhões a ser coberto pelo fundo.

O Motivo da Quebra

Em nota, o Banco Central justificou a medida drástica apontando o “comprometimento da situação econômico-financeira” da instituição e a severa deterioração de sua liquidez. Além dos problemas de caixa, o regulador citou a existência de graves violações às normas que disciplinam a atividade bancária e o descumprimento de determinações anteriores da autarquia.

Com a decretação do regime especial, a diretoria foi afastada e um liquidante nomeado assumirá o controle para levantar ativos, vender bens e pagar o passivo possível. Os bens dos controladores e ex-administradores ficam indisponíveis imediatamente.

Vínculo com o Banco Master

O Banco Pleno e a corretora faziam parte do conglomerado do Banco Master. No entanto, as empresas foram vendidas no segundo semestre de 2025 para o empresário Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro. O FGC ressaltou em seu comunicado que, no momento da liquidação, o Pleno já não integrava mais o grupo Master.

Apesar do número expressivo de credores, a instituição tinha participação pequena no mercado, concentrando apenas 0,04% dos ativos do sistema financeiro nacional (cerca de R$ 7,2 bilhões).

Instruções aos Credores

O FGC acionará a garantia ordinária de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. O processo de pagamento seguirá os trâmites digitais:

  1. Aplicativo: O fundo orienta que os clientes baixem o App FGC (disponível para Android e iOS) e realizem o cadastro básico.
  2. Lista de Credores: O pagamento só será liberado após o liquidante nomeado pelo BC concluir o levantamento da lista de credores e valores, enviando os dados ao FGC.
  3. Solicitação: Após o envio da lista, o botão para solicitar a garantia será habilitado no aplicativo, onde o usuário indicará uma conta bancária de sua titularidade para receber os fundos.

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