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Brasil

Advogado volta para a prisão em Campo Grande após novo mandado por violência doméstica

Preso há cerca de um mês por perseguir uma ex-companheira, o advogado Tie Oliveira Hardoim, de 34 anos, voltou para a cadeia neste domingo (15), em Campo Grande.

A nova prisão foi realizada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), após mais de um mês de monitoramento. Contra ele havia mandado de prisão preventiva em aberto por crimes praticados no contexto de violência doméstica e familiar.

Relatos e padrão de comportamento

De acordo com relatos de vítimas, o investigado utilizaria a própria profissão como forma de aproximação, ganhando confiança para, posteriormente, iniciar um ciclo de controle, ameaças e suposta violência psicológica.

As denúncias apontam para um padrão reiterado de comportamento, o que levou a autoridade policial a representar pela prisão preventiva, entendendo haver risco à integridade das vítimas.

Prisão anterior e soltura

O advogado já havia sido preso em 17 de dezembro do ano passado, mas foi liberado dois dias depois. Após deixar a unidade prisional, chegou a publicar vídeo nas redes sociais ironizando a própria prisão, fato que gerou forte repercussão.

A nova detenção reacende o debate sobre decisões judiciais que resultam na soltura de investigados em casos de violência doméstica e os riscos de reincidência.

Debate sobre impunidade

Casos como esse levantam questionamentos sobre a efetividade das medidas protetivas e da prisão preventiva. Especialistas na área jurídica explicam que a legislação brasileira, incluindo a Lei Maria da Penha, prevê instrumentos rigorosos para proteger vítimas. No entanto, a aplicação das medidas depende de avaliação judicial caso a caso.

Críticos do atual modelo afirmam que decisões de soltura prematura podem colocar vítimas novamente em risco, especialmente quando há indícios de comportamento reiterado. Por outro lado, o sistema jurídico também opera sob o princípio da presunção de inocência e da necessidade de fundamentação concreta para manutenção de prisão preventiva.

O desafio, segundo juristas, é equilibrar garantias individuais com a proteção efetiva das vítimas.

Violência doméstica: números preocupantes

A violência contra a mulher segue sendo um dos crimes mais recorrentes no país. Delegacias especializadas registram diariamente denúncias envolvendo perseguição, ameaças, agressões físicas e violência psicológica.

Quando há indícios de reiteração criminosa ou descumprimento de medidas protetivas, a prisão preventiva pode ser decretada para resguardar a vítima e a ordem pública.

Investigação segue em andamento

O caso segue sob investigação e será analisado pelo Poder Judiciário, que decidirá sobre eventual manutenção da prisão.

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