Após vender ilustrações como autorais por R$ 149 mensais e receber críticas de clientes, criadora pediu desculpas publicamente
A influenciadora digital Karen Bachini tornou-se centro de debates nas redes sociais após admitir o uso de ferramentas de inteligência artificial para finalizar ilustrações comercializadas em seu clube de assinatura de papelaria, o Mail Club. O projeto, lançado em junho pelo valor de R$ 149 mensais, oferecia aos participantes pacotes com itens personalizados e papéis de scrapbooking sob a premissa de entregar peças desenhadas pela própria criadora de conteúdo.
A controvérsia ganhou força no momento em que os primeiros assinantes receberam os pacotes físicos e compartilharam os materiais na internet. Artistas e seguidores notaram inconsistências visuais entre os trabalhos e apontaram características típicas de imagens geradas por algoritmo, contestando a promessa inicial de um projeto inteiramente autoral.
Diante dos questionamentos sobre a autenticidade das peças, a produtora de conteúdo permaneceu reclusa de suas plataformas diárias por algumas semanas. Na última quinta-feira, contudo, publicou um pronunciamento em vídeo assumindo ter recorrido à tecnologia na etapa de conclusão dos desenhos.
"Eu fiz merda. Quando eu faço merda, eu assumo os meus B.O. Usei IA, sim, para finalizar os meus desenhos que vocês estão marcando ali. Não foi legal. Não foi bonito. Foi uma coisa muito feia. Isso não tem desculpa. Peço perdão a todas as pessoas."
Apesar da retratação pública, Bachini não informou se planeja reformular o modelo do clube de assinaturas ou se efetuará o reembolso dos valores pagos pelos consumidores insatisfeitos. O endereço eletrônico do serviço permanece ativo e aberto para novas adesões.
Com 38 anos de idade, Karen Bachini atua no segmento de produção de conteúdo sobre beleza desde 2009. Atualmente, a criadora acumula 2,84 milhões de inscritos em seu canal no YouTube e cerca de 1,3 milhão de seguidores no Instagram.
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