Operação inédita combina tecnologia do ‘Muralha Paulista’ com agentes infiltrados em blocos; efetivo recorde de 13 mil policiais atua até quarta-feira (18).
Uma estratégia que uniu alta tecnologia de monitoramento e táticas de infiltração com fantasias inusitadas resultou na prisão de 33 pessoas durante a Operação Carnaval em São Paulo. Os dados, divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), compreendem o período entre 31 de janeiro e este sábado (14).
A ação conjunta das Polícias Civil e Militar mirou principalmente crimes patrimoniais, como furto e roubo de celulares, além de estelionato e venda de bebidas adulteradas.
A Tática dos Disfarces
Para flagrar criminosos que agem no meio da multidão, a Polícia Civil apostou em agentes descaracterizados. As fantasias permitiram que os policiais se aproximassem dos suspeitos sem levantar suspeitas:
- Turma do Scooby-Doo: Neste sábado (14), policiais fantasiados como os personagens do famoso desenho animado prenderam três suspeitos de furtar celulares em um bloco na Praça da República, no Centro.
- Caça-Fantasmas: No dia 8 de fevereiro, uma equipe vestida com os uniformes do filme deteve outras três pessoas cometendo furtos na Rua da Consolação.
- Extraterrestres: Já no dia 7, no entorno do Parque Ibirapuera, policiais fantasiados de ETs prenderam um trio suspeito de comercializar bebidas adulteradas durante um megabloco.
Olhos no Céu e Reconhecimento Facial
Além do trabalho de campo, a operação utilizou drones e câmeras integradas ao sistema Muralha Paulista. As imagens, monitoradas em tempo real na Sala de Gerenciamento de Incidentes (SGI), permitiram a identificação de criminosos através de reconhecimento facial, facilitando a captura de foragidos da Justiça e a detecção de delitos em flagrante.
O secretário-executivo da SSP, coronel Henguel Ricardo Pereira, destacou que o Carnaval 2026 conta com “o maior efetivo de todos os tempos”, mobilizando 13 mil policiais diariamente. O monitoramento segue 24 horas por dia até a próxima quarta-feira (18).

