O deputado estadual Coronel David (PL-MS) se manifestou publicamente sobre a decisão que determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro da custódia da Polícia Federal para a Penitenciária da Papudinha, no Distrito Federal. A medida, ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reacendeu críticas e debates no meio político sobre os limites da atuação do Judiciário.
Para o parlamentar sul-mato-grossense, a decisão vai além de um simples procedimento administrativo e carrega um viés punitivo e autoritário, especialmente diante do histórico de saúde do ex-presidente.
“Medida exemplar e desnecessária”, afirma deputado
Em posicionamento público, Coronel David avaliou que a transferência não se justifica do ponto de vista jurídico nem humanitário. Segundo ele, a mudança de local de custódia assume contornos de punição exemplar, o que, em sua visão, compromete princípios básicos do Estado Democrático de Direito.
O deputado ressaltou que Bolsonaro não possui condenação transitada em julgado e sempre colaborou com as autoridades, o que tornaria a decisão ainda mais questionável.
Preocupação com o estado de saúde de Bolsonaro
Outro ponto destacado por Coronel David foi o histórico clínico do ex-presidente, que já passou por diversas cirurgias e enfrenta complicações recorrentes desde o atentado sofrido em 2018. Para o parlamentar, qualquer decisão envolvendo privação de liberdade deveria levar esse fator em consideração de forma prioritária.
Na avaliação do deputado, ignorar essas circunstâncias reforça a percepção de rigidez excessiva e insensibilidade institucional.
Críticas à condução do processo
Coronel David também criticou a concentração de decisões em um único ministro do STF, afirmando que isso contribui para um ambiente de insegurança jurídica e amplia a polarização política no país. Para ele, casos de grande repercussão nacional deveriam ser tratados com maior colegialidade e transparência.
A transferência de Bolsonaro para a Papudinha segue gerando repercussão entre parlamentares, juristas e setores da sociedade civil, especialmente entre aqueles que veem a medida como um símbolo de excessos do Judiciário.

