Senadora sul-mato-grossense promete atuar na corrida presidencial e recebe defesa do governador Eduardo Riedel para compor a chapa nacional
Campo Grande — A senadora Tereza Cristina (PP-MS) declarou no sábado (1º) que atuará na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), independentemente da diretriz adotada por sua legenda. A fala ocorre após o Progressistas optar pela neutralidade na disputa nacional, inviabilizando a indicação formal da parlamentar para compor a chapa como candidata a vice-presidente.
A declaração foi dada durante a Convenção Estadual da Federação União-Progressista, realizada no Mato Grosso do Sul para oficializar as candidaturas locais. Dias antes do posicionamento partidário, a senadora havia sinalizado positivamente para compor a chapa do parlamentar do PL, posição que foi sustada pela decisão do comando nacional do PP de manter a legenda neutra no pleito majoritário.
Mesmo diante da trava institucional, Tereza Cristina reforçou o compromisso com a candidatura conservadora. "Quero dizer que vou estar na campanha do Flávio Bolsonaro, de uma maneira, ajudando. Porque acredito que esse é o campo que pode colocar o Brasil no mundo onde a gente precisa", afirmou a congressista a jornalistas durante o evento.
Apesar do recuo formal na articulação nacional, lideranças do Progressistas no estado mantêm a defesa da indicação de Tereza Cristina. Presente ao ato, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), defendeu publicamente a inclusão da ex-ministra na composição da chapa até o limite das negociações.
"A senadora Tereza talvez seja uma das pessoas públicas do Brasil que mais podem contribuir com o nosso futuro, pela história, pela atuação e pela capacidade de reunir pensamento e ação em favor de mudanças estruturantes. Temos que lutar até o fim para que o partido possa levar o nome dela à vice-presidência", declarou o governador.
A articulação partidária em torno da composição majoritária na chapa do PL segue aberta, enquanto lideranças regionais buscam pontes entre a decisão da bancada nacional e o apoio declarado por figuras de relevância no setor agropecuário e na política sul-mato-grossense.
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