Vice-presidente da FPA expressa otimismo em agenda com o agro e indica que trabalho é necessário para o segundo turno
A vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, senadora Tereza Cristina (Progressistas-Mato Grosso do Sul), declarou na terça-feira (6) que ‘o Brasil está leve’ após a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre Lula no primeiro turno das eleições de 2026. Durante uma agenda com o candidato, ela ressaltou a importância do apoio contínuo do setor agropecuário.
A FPA oficializou o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro durante um encontro que teve como foco o alinhamento de pautas do agronegócio, onde Tereza expressou a confiança na vitória do candidato. "O Brasil está com uma leveza de esperança", afirmou durante a reunião, que também abordou questões críticas da atual condução econômica.
No entanto, mesmo com o clima positivo, Tereza Cristina advertiu seus aliados sobre a necessidade de trabalho árduo para garantir a vitória no segundo turno. "Agora não é só o apoio, nós precisamos do trabalho de vocês", destacou, enfatizando a urgência do engajamento no pedido de votos nos próximos dias.
No encontro foram discutidas as principais demandas do setor agrícola, como acesso ao crédito rural e a redução das taxas de juros. Flávio Bolsonaro se comprometeu a atender essas demandas, prometendo investimentos em infraestrutura e o fortalecimento do Seguro Rural.
A possibilidade de que a FPA indique o próximo Ministro da Agricultura foi uma das principais pautas da agenda, o que reforça o compromisso do candidato com o agronegócio, especialmente em um contexto de descontentamento com a administração atual. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), observou que os problemas econômicos, como a dívida pública que ultrapassa R$ 11 trilhões e o déficit primário, têm dificultado o investimento do setor produtivo.
O apoio ao candidato também se reflete em um crescimento expressivo da bancada ruralista, que projeta contar com 330 deputados e 47 senadores na próxima legislatura. "A demonstração clara de que o campo não aguenta mais o atual governo", resumiu Lupion, destacando as reivindicações que não foram atendidas pela gestão vigente.
Com apenas 19 dias até o segundo turno, a reunião reforçou a mobilização do agronegócio em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro, essencial para os próximos desafios das eleições.
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