Candidato do PP somou 67,07% dos votos válidos e evitou segundo turno; Barbosinha segue como vice
Eduardo Riedel (PP) garantiu a reeleição ao governo de Mato Grosso do Sul no domingo (4), ainda no primeiro turno das eleições. Com a totalidade das urnas apuradas, o governador recebeu 914.323 votos, o equivalente a 67,07% dos votos válidos — mais de dois terços do eleitorado que compareceu às urnas e optou por um candidato.
A vantagem dispensou a disputa de segundo turno, já que a legislação eleitoral exige mais da metade dos votos válidos para a vitória direta, cálculo que exclui votos brancos e nulos. O resultado consolidou uma tendência observada ao longo de toda a apuração, quando Riedel manteve distância segura dos demais concorrentes.
Fábio Trad (PT) ficou em segundo lugar, com 322.807 votos, ou 23,68% dos válidos. João Henrique Catan (Novo) obteve 98.677 votos, 7,24% do total. Completaram a disputa Delcídio do Amaral (PRD), o Economista Renato Gomes (DC), Lucien Rezende (PSOL), Daniel Lemes (PCO) e Jeferson Bezerra (Agir), que somaram juntos a parcela restante dos votos válidos.
José Carlos Barbosa, o Barbosinha (Republicanos), permanece como vice-governador na chapa reeleita. A coligação que sustentou a candidatura reuniu dez partidos — PP, União Brasil, PL, PSDB, Cidadania, Podemos, Avante, Republicanos, PSD e MDB —, uma base ampla que a campanha utilizou para defender a continuidade da gestão e a manutenção de projetos e investimentos em curso no Estado.
A vitória também marca a trajetória de Riedel no setor produtivo sul-mato-grossense. Empresário ligado ao agronegócio, ele presidiu a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) e integrou a direção da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) antes de ingressar na administração pública, quando ocupou as secretarias de Governo e Gestão Estratégica e de Infraestrutura.
Em 2022, o governador havia conquistado o cargo apenas no segundo turno. Quatro anos depois, a reeleição em primeira votação e com margem ampliada sinaliza o início de um novo mandato de quatro anos à frente do Executivo estadual.
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