O candidato à Presidência defende redução da maioridade penal e fim da reeleição
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (7) que pretende mudar a Constituição brasileira para promover uma "redemocratização do país". Entre as propostas, destacou a redução da maioridade penal e reformas no Supremo Tribunal Federal (STF).
No decorrer de sua declaração, Flávio questionou se o Brasil está em uma democracia plena e destacou a criação de propostas de emenda à Constituição (PECs) para reformar o Judiciário. "Tem que haver, sim, uma reforma no Judiciário. Eu sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, tem que ser feito por PEC", afirmou.
O candidato mencionou que as mudanças previstas também poderão abranger pontos da reforma tributária e o fim da reeleição, enfatizando que sua abordagem será pautada pela estabilidade e respeito à Constituição. "Comigo não vai ter isso, vai ter estabilidade, vai ter paz para todo mundo trabalhar", acrescentou.
A declaração ocorreu durante uma visita a Goiânia, onde o candidato estava acompanhado de Ronaldo Caiado (PSD), que anunciou seu apoio à campanha. Flávio ressaltou que planeja utilizar a maioria conquistada nas urnas para implementar essas mudanças, sem dar detalhes específicos sobre quais alterações realizará.
Questionado sobre as críticas aos seus planos, Flávio tentou adotar um tom moderado, afirmando que sua postura será sempre respeitosa em relação à política e às instituições. "Comigo vai ser sempre com a ponderação, com respeito à Constituição", garantiu.
A reforma do Judiciário já é parte do programa de governo de Flávio Bolsonaro, incluindo propostas para alterar decisões monocráticas do STF. A interação do candidato com os presentes foi marcada por uma tentativa de apaziguar qualquer ideia de autoritarismo.
Flávio também reafirmou sua posição contra a reeleição. "Quando eu falo que eu sou a favor do fim da reeleição, vou usar o capital político de um presidente recém-eleito para aprovar essa PEC", falou, ressaltando a importância do papel do Congresso na definição dos novos critérios.
Por fim, ele enfatizou que deseja fazer essa proposta não apenas por seu desejo de poder, mas por um compromisso com o futuro do país e das gerações seguintes, reforçando que é uma decisão que deve ser discutida e aprovada pelos deputados e senadores.
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