O senador Ciro Nogueira (PP-PI) declarou nesta semana que não assinou e nem pretende assinar o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A afirmação causou desconforto entre eleitores de perfil conservador, especialmente diante do avanço do movimento no Senado e da mobilização de diversas lideranças de oposição.
A declaração direta do parlamentar vai na contramão do posicionamento de outros senadores de centro-direita que optaram por apoiar o afastamento de Moraes, sob alegações de abuso de autoridade, ativismo judicial e interferência indevida entre os Poderes.
A postura de Ciro, que já ocupou cargos de destaque em governos anteriores e mantém trânsito político em diferentes campos ideológicos, vem sendo criticada por eleitores que esperavam coerência com as bandeiras que ele já defendeu no passado. Muitos consideram que a negativa enfraquece a base conservadora no Senado e sinaliza um possível alinhamento com o status quo institucional.
Ao justificar sua decisão, Ciro Nogueira indicou que, apesar de divergências com decisões do STF, não considera o impeachment de um ministro uma medida apropriada neste momento. No entanto, o argumento não foi suficiente para conter a reação negativa de parte significativa do seu eleitorado.
A recusa em apoiar o impeachment pode ter reflexos diretos na imagem política do senador, principalmente entre grupos que vêm exigindo posicionamentos firmes contra os atos do Judiciário considerados excessivos.
Com o debate em alta, a população segue de olho em quem se posiciona — e em quem prefere se omitir.