A corporação militar do Irã prometeu ainda aniquilar companhias no Oriente Médio que contem com capital societário norte-americano. No último sábado, o mandatário dos Estados Unidos estabeleceu um prazo de 48 horas para a reabertura do canal marítimo.
A Guarda Revolucionária iraniana declarou neste domingo (22) que irá obstruir de forma “completa” a passagem pelo Estreito de Ormuz se Donald Trump, chefe de Estado dos Estados Unidos, levar adiante a promessa de bombardear a infraestrutura energética do país persa.
O pronunciamento surge como uma retaliação a Trump, que durante o sábado prometeu “obliterar” os complexos de geração de energia do Irã se o governo de Teerã não liberar o fluxo total no Estreito de Ormuz no prazo de 48 horas. Uma eventual investida contra o parque energético iraniano representaria um agravamento drástico no conflito armado que ambas as nações sustentam há mais de três semanas.
Através de uma nota oficial, a corporação militar do Irã acrescentou que, na hipótese de uma incursão contra suas centrais de energia, as tropas iranianas planejam:
- “Destruir completamente” corporações sediadas no Oriente Médio que possuam investimentos dos EUA;
- Encarar como “alvos legítimos” os complexos energéticos situados em nações que hospedam bases militares americanas.
Previamente à manifestação da Guarda Revolucionária, o Estado iraniano já tinha respondido às intimidações de Trump através de outros líderes políticos e militares:
- O chefe do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, declarou em suas plataformas digitais que a nação vai “destruir de forma irreversível” estruturas fundamentais e polos de energia espalhados pelo Oriente Médio.
- O comando das Forças Armadas do Irã asseverou de igual modo que qualquer ataque ordenado por Trump desencadeará retaliações contra todas as bases de energia de posse dos Estados Unidos localizadas na região, convertendo-as em alvos da ofensiva de Teerã.
A resposta de tom mais moderado partiu do representante diplomático do Irã junto à Organização Marítima Internacional (IMO), agência vinculada à ONU. Ali Mousavi assegurou que o canal marítimo continua interditado exclusivamente para as frotas dos “inimigos do Irã” e ressaltou que o país persa deseja colaborar para o trânsito protegido dos demais navios mercantes.