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Guerra

Irã ameaça retaliação irrestrita contra bases dos Estados Unidos no Oriente Médio

Regime de Teerã cita rumores de nova ofensiva ordenada por Donald Trump e adverte que nações árabes aliadas também serão consideradas alvos legítimos.

O Comando Militar Central do Irã declarou neste domingo (20) que o país responderá "sem qualquer limitação" a eventuais novos bombardeios conduzidos pelas forças dos Estados Unidos. O alerta ocorre em meio a reportagens na imprensa norte-americana indicando que o governo de Donald Trump prepara uma escalada militar de larga escala, no momento em que o conflito no Oriente Médio entra no sétimo mês sem perspectiva de resolução.

A ameaça do regime iraniano transcende as bases americanas e mira a infraestrutura geopolítica da região. Segundo Teerã, uma eventual ofensiva de Washington só ocorreria "com o sinal verde de alguns países" vizinhos. Caso essas nações atuem como facilitadoras, a liderança militar do Irã as considerará partes ativas da guerra. Tais aliados, advertiu o comunicado, "não devem esperar contenção por parte das Forças Armadas iranianas".

O documento oficial traça uma linha vermelha categórica sobre a soberania do país: "Qualquer ataque dos EUA [contra território iraniano] levará a uma retaliação iraniana sem quaisquer limitações ou considerações contra bases e interesses dos EUA [no Oriente Médio]".

A elevação do tom reflete a complexa dualidade da estratégia adotada pelo regime. Paralelamente às ameaças deste domingo, a diplomacia iraniana enviou no sábado (19) uma nova leva de exigências a Washington para um potencial fim da guerra. A movimentação busca viabilizar a retomada das negociações, evidenciando uma tentativa de diálogo nos bastidores enquanto o Estado promove demonstrações públicas de força bélica, a exemplo do recente desfile militar protagonizado por mulheres da milícia Basij empunhando réplicas de armamentos na capital.

As sinalizações de força, contudo, encontram retórica recíproca na Casa Branca. O presidente Donald Trump abordou o cenário neste domingo de maneira incisiva, afirmando estar "decidindo se explode o Irã inteiro ou não". Prometendo uma definição de impacto para o conflito, o líder americano assegurou que "grandes coisas acontecerão em um futuro não tão distante".


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