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Futebol

Sede da final da Libertadores, Lima decreta estado de emergência a um mês do jogo

Um sinal de alerta de alta intensidade foi disparado na sede da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) nesta quarta-feira (22). A capital do Peru, Lima, designada como a cidade-sede da grande final da Copa Libertadores da América de 2025, foi colocada sob um rigoroso estado de emergência pelo governo peruano, gerando imediatamente um clima de incerteza sobre a viabilidade do evento.

A medida drástica, que entra em vigor imediatamente, ocorre a exatos 30 dias da partida mais importante do calendário sul-americano, agendada para o Estádio Nacional de Lima.

O decreto presidencial, assinado nas últimas horas, é uma resposta direta do executivo peruano a uma escalada acentuada da violência urbana e ao aumento alarmante dos índices de criminalidade na capital e em seus distritos metropolitanos. Fontes locais reportam que a decisão foi tomada para combater o avanço do crime organizado e de facções locais, que têm protagonizado confrontos e delitos graves nas últimas semanas.

Na prática, o estado de emergência suspende temporariamente certas garantias constitucionais na capital, como o direito à livre reunião e a inviolabilidade de domicílio, permitindo que as Forças Armadas do Peru sejam mobilizadas para patrulhar as ruas em conjunto com a Polícia Nacional.

Embora a ação do governo vise, em tese, retomar o controle da segurança pública, ela cria um imbróglio logístico e uma atmosfera de instabilidade que ameaçam diretamente a operação da final da Libertadores. O evento, que atrai dezenas de milhares de torcedores estrangeiros – além de patrocinadores, imprensa internacional e as delegações dos clubes finalistas – depende de garantias absolutas de segurança para os visitantes, algo que o próprio decreto coloca em dúvida.

A CONMEBOL, que já possui um histórico recente de finais realocadas devido a instabilidade social – como a mudança de Santiago para a própria Lima em 2019, devido a protestos no Chile –, monitora a situação com “extrema preocupação”. Nos bastidores da entidade, em Luque (Paraguai), reuniões de emergência foram convocadas para avaliar o cenário. A Confederação já solicitou garantias formais e imediatas ao governo peruano e ao Comitê Organizador Local de que a segurança dos torcedores e das equipes será plenamente assegurada.

O Comitê Organizador em Lima, por sua vez, tenta blindar o evento da crise. Em nota, porta-vozes locais tentaram acalmar os ânimos, afirmando que a medida de emergência é, paradoxalmente, a melhor garantia de que o governo está agindo de forma enérgica e que a capital estará “sob controle total” até a data da partida.

Contudo, a um mês do apito inicial, a logística para uma eventual mudança de sede é complexa, financeiramente custosa e logisticamente traumática. Fontes ligadas à direção da CONMEBOL admitem, sob reserva, que “planos de contingência” já estão sendo revisados, embora a prioridade absoluta seja manter o jogo em Lima. As próximas 72 horas são consideradas decisivas para que a entidade máxima do futebol sul-americano avalie, com base em relatórios de segurança independentes, se a capital peruana terá condições de fato, e não apenas de direito, de sediar a festa máxima do futebol continental.

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ConmebolLibertadoresLimaPeru
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