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Esporte

Vitória sobre a Argentina garante Brasil nas Olimpíadas de Los Angeles

Sob comando de Bernardinho, seleção masculina de vôlei domina o Maracanãzinho, afasta crise recente e carimba passaporte para os Jogos de 2028

Rio de Janeiro — Em uma manhã de domingo (20) marcada pela tradicional rivalidade sul-americana, a seleção brasileira masculina de vôlei derrotou a Argentina por 3 sets a 0 no Maracanãzinho. O triunfo, construído com parciais de 25/20, 25/23 e 25/20, não apenas encerrou o Pré-Olímpico de forma invicta para os donos da casa, mas assegurou a vaga antecipada do país para as Olimpíadas de Los Angeles 2028.

O embate reuniu as duas únicas equipes que ainda não haviam perdido no torneio e as mais bem posicionadas do continente no ranking da Federação Internacional de Vôlei (FIVB). Para o Brasil, o resultado funcionou como uma redenção esportiva e interrompeu a sequência de resultados negativos acumulados pelo elenco do técnico Bernardo Rezende. Em Paris 2024, foram os próprios argentinos que eliminaram os brasileiros na disputa pelo bronze. A crise de resultados havia se aprofundado na temporada seguinte com um 17º lugar no Mundial — a pior campanha da história — e uma eliminação inédita na fase classificatória da Liga das Nações (VNL).

Em quadra, o oposto Darlan assumiu o protagonismo. Maior pontuador da partida e segundo jogador com mais acertos em todo o campeonato, ele foi a principal arma para desmontar a defesa da atual campeã sul-americana. No primeiro set, a eficiência do atacante permitiu ao Brasil abrir seis pontos de vantagem, forçando o técnico argentino, Horacio Dileo, a pedir tempo no 17 a 12. A pausa não evitou a vitória verde-amarela na parcial, selada justamente por Darlan.

A pressão imposta pelo Brasil prosseguiu no set seguinte, iniciado com um rápido 4 a 1 após um ace de Judson. O saque agressivo desestabilizou a recepção alviceleste, limitando a distribuição de bolas do experiente levantador De Cecco. Quando a seleção visitante ameaçou encostar no placar, ficando a apenas um ponto de diferença, Bernardinho utilizou uma pausa estratégica para reorganizar a equipe e garantir o 25 a 23.

Na busca pela sobrevivência, a Argentina retornou mais atenta para a terceira parcial e chegou a liderar por 8 a 6 graças a uma melhora no serviço. Contudo, impulsionado por um ginásio que alternava gritos de apoio aos brasileiros e vaias aos sacadores adversários, o Brasil restabeleceu o controle. O bloqueio, que não havia pontuado no set anterior, foi decisivo com três acertos na reta final. Um princípio de desentendimento na rede entre os jogadores encerrou o clássico, mas o atrito foi logo neutralizado pela arbitragem e substituído pelo coro de "é campeão" da torcida.


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