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Economia

Netflix aumenta preços no Brasil após maior corte de pessoal desde 2022

Plano Premium sobe para R$ 71,90 um dia depois de a empresa demitir cerca de mil funcionários no mundo

A Netflix confirmou nesta quinta-feira, 15, um reajuste em todos os planos de assinatura no Brasil. O anúncio chega um dia depois de a empresa cortar 6% da equipe global — cerca de mil pessoas —, a maior onda de demissões desde 2022.

Pela nova tabela, o plano Padrão com anúncios passa de R$ 20,90 para R$ 25,90. O Padrão, sem anúncios e com duas telas simultâneas em Full HD, sobe de R$ 44,90 para R$ 51,90. Já o Premium, com quatro telas em 4K e HDR, salta de R$ 59,90 para R$ 71,90 — um aumento de pouco mais de 20% só nessa modalidade, a mais cara da plataforma.

O reajuste no mercado brasileiro repete o movimento já aplicado nos Estados Unidos no início do ano e antecede a divulgação dos resultados financeiros da empresa, prevista para a semana que vem. O Brasil figura entre os maiores mercados da Netflix no mundo, o que dá peso à decisão para o caixa da companhia.

Por trás do anúncio, a empresa atravessa uma reestruturação que os co-CEOs Ted Sarandos e Greg Peters têm tratado com cautela em comunicados a acionistas. A companhia enfrenta queda no engajamento dos usuários, reveses estratégicos e a tentativa frustrada de comprar a Warner Bros — fatores que, somados, pressionam a empresa a buscar receita adicional tanto pelo corte de custos quanto pela elevação de preços.

A trajetória de preços no país mostra a dimensão do reajuste atual. A Netflix chegou ao Brasil em 2011 cobrando R$ 14,90 por mês em um plano único. Os valores subiram em 2015 (R$ 22,90), 2017 (R$ 27,90), 2019 (R$ 32,90) e 2021, quando o Premium alcançou R$ 55,90. No final de 2022, a empresa criou o plano com anúncios, a R$ 18,90, encerrando o plano Básico original; em maio de 2024, veio a penúltima rodada de aumentos, que levou a modalidade com anúncios a R$ 20,90, a Padrão a R$ 44,90 e a Premium a R$ 59,90.

Com a tabela de outubro de 2026, o plano Premium acumula alta superior a 170% desde a chegada da Netflix ao mercado brasileiro, quinze anos atrás.


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