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Ricardo Couto extingue subsecretarias e demite centenas em choque de gestão no Rio

Governador interino avança no enxugamento da máquina pública fluminense e mira cargos comissionados com indícios de irregularidades

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, determinou nesta sexta-feira (17) a extinção de três subsecretarias subordinadas à Casa Civil e a exoneração de 306 servidores comissionados, aprofundando o processo de reestruturação da máquina administrativa estadual.

A ofensiva do Palácio Guanabara se soma à demissão de 153 funcionários já publicada em edição extra do Diário Oficial na quinta-feira. O alvo central dos cortes são estruturas criadas ou ampliadas recentemente, entre os anos de 2024 e 2025, compostas majoritariamente por indicações sem concurso público.

Parte do contingente exonerado operava sob forte suspeita de atuar como funcionários fantasmas. Segundo os dados levantados, a maioria desses comissionados sequer possuía crachá de identificação física ou credenciais de acesso ao Sistema Eletrônico de Informações (SEI), a plataforma oficial e indispensável para a tramitação de documentos e processos na administração fluminense.

Com o decreto, deixam de existir imediatamente a Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais, a Subsecretaria de Gastronomia e a Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo. As exonerações publicadas nesta sexta-feira pulverizam cargos em diversos níveis hierárquicos, varrendo desde ajudantes e assistentes até superintendentes e subsecretários-adjuntos. Os servidores de carreira e efetivos foram preservados.

A reengenharia de pessoal caminha em paralelo a uma forte contenção fiscal. O governo estadual iniciou um escrutínio rigoroso nos cofres públicos, deflagrando uma auditoria programada para analisar mais de 6.700 contratos atualmente ativos. O montante sob o microscópio financeiro supera a marca de R$ 81 bilhões.

A medida, de acordo com o Executivo, visa concentrar as atividades burocráticas em estruturas que já existem, consolidando um pacote classificado pela própria gestão como um “choque de transparência” no trato com o dinheiro do pagador de impostos.


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