O movimento conhecido como Aliança LGB anunciou oficialmente sua separação da sigla LGBTQIA+, afirmando que o grupo original de lésbicas, gays e bissexuais perdeu espaço dentro de um movimento que, segundo eles, foi tomado por pautas de identidade de gênero e ativismo radical.
De acordo com a nova organização, o objetivo é resgatar as bandeiras históricas da comunidade LGB, que tratam da orientação sexual e da busca por respeito e igualdade civil — sem aderir a conceitos que desconsideram o sexo biológico e confundem políticas públicas.
O grupo sustenta que as discussões sobre “ideologia de gênero” têm desvirtuado o propósito original das lutas por direitos, e critica a imposição de narrativas que afetam especialmente o espaço feminino, como o uso de banheiros e competições esportivas.
Entre os principais pontos defendidos pela Aliança LGB estão:
• A distinção clara entre sexo biológico e identidade de gênero nas leis e políticas públicas;
• A oposição à transição de gênero em menores de idade;
• A defesa de que o respeito às diferenças não deve significar a negação da realidade biológica.
O rompimento tem repercutido internacionalmente e marca uma nova fase dentro do movimento, em que parte dos militantes busca se afastar do ativismo ideológico para resgatar pautas baseadas na biologia e na convivência civil entre homens e mulheres.
Para a Aliança LGB, a fragmentação foi inevitável diante do avanço de ideias que, segundo seus integrantes, “rompem com a razão, distorcem a ciência e impõem uma visão de mundo incompatível com a liberdade de pensamento”.
O movimento promete agora intensificar campanhas de conscientização e articulação política, com a meta de reforçar o respeito à diversidade sem submissão a agendas radicais.